Sexta-feira, 24.07.09

Dentro do nosso espectro político existem muitos cidadãos que se auto-designam de “operários” o problema é que muitos deles estão encostados aos sindicatos ou vivem encostados ao estado e às suas carreiras de funcionalismo público....

 
Estes operários encostados…muitos deles à mais de 20 anos das suas fabricas e dos seus empregos sejam estes públicos ou privados…são sindicalistas profissionais…mas o problema não é só serem só sindicalistas profissionais é tornarem-se nesse percurso políticos profissionais...de uma minoria partidária...e à custa do erário publico…pois para quem não sabe os sindicalistas profissionais são pagos por nós todos que não o somos…sejamos ou não membros de sindicatos…como até eu o sou…
 
Mas pior que estes é haverem operários encostados ao estado e às suas carreiras de funcionalismo público e ao mesmo tempo serem sindicalistas…utilizando isto para perpetuarem não só os seus interesses (porque isso é legitimo e é por isso que apareceram os sindicatos) …mas manterem e obterem através de chantagens direitos extraordinários e nenhuns deveres…é que como se viu num recente estudo do Banco de Portugal...os funcionários públicos ganham muito mais que os que trabalham no sector privado...e a juntar a isto temos as suas regalias à nossa custa...que este governo e bem pretende acabar...começando e bem como o acabar com o que era um verdadeiro rega-bofe que era a utilização abusiva por parte dos familiares destes do usufruto destes direitos extraordinários...
 
É vê-los de mês a mês em manifestações… demonstrando que o poder é os x milhares de membros que mobilizam em militantes na rua…milhares destes que deveriam estar a trabalhar mas que à custa dos funcionários não públicos tiram a tarde para ir às “manifs”…então é "giro ir às manifs" e à custa de todos nós que lhes pagamos a tarde ainda mais...
 
É estranho mas estas são normalmente realizadas quando o Partido Socialista está no poder…é que com a direita e a extrema-direita coligadas a cumplicidade que existe entre estes e os “operários” nas autarquias locais por todo o país...é verdade é esta política de direita que eles se esquecem de dizer que promovem localmente...estende-se à não agressão também ao governo…
 
Só não lhes retiro uma coisa...a coerência...ao contrário dos “padres” pelo menos estes são coerentes...sabemos o que deles havemos esperar...
 
Mesmo que afirmem que nunca governaram...o que é mentira pois no tempo em que Vasco Gonçalves era primeiro-ministro...foram eles que governaram...é pena é que a memória seja tão curta para eles...é que levaram o país à bancarrota..e foi aí que um primeiro-ministro teve que salvar um país...de seu nome...Mário Soares...mas não para estes...que nutrem um especial ódio pelos socialistas por não embarcarem na transformação deste país...nesse periodo...numa ditadura popular com um só partido...o deles...que iria aniquilar todos os outros...inclusivé os que os ajudassem...tal como aconteceu por toda a Europa de Leste no pós II Guerra Mundial...felizmente que as lições da história foram aprendidas...e Mario Soares e outros grandes lideres da esquerda democratica de então...tiveram a coragem de dizer:
 
Não!!! Fascismo nunca mais
 
E assim é a história...em todo o seu esplendor...e para felicidade deste país...
publicado por Sandro Pires às 02:46 | link do post | comentar | favorito

Já que os órgãos de comunicação social fizeram tábua rasa do comentário do companheiro abrupto da Ferreirinha eu reproduzo-o:

 

"Manuela Ferreira Leite tem direito a uma interpretação especial. Como ela não fala em slogans como o primeiro-ministro em que aquilo é tudo montado e, portanto é tudo feito para passar encaixadinho e passa bem, Manuela Ferreira Leite fala como uma pessoa normal. Com veemência. Mas ela não está ali a debitar recados. Portanto, como ela não tem a capacidade de repetir os slogans, não tem capacidade mediática, nem fala bem. Nem fala tão bem, como o primeiro ministro ou outras pessoas como o engenheiro Guterres, não fala bem. Não fala tão bem, enreda-se, tropeça. O eleitorado percebe muito bem a mensagem porque a substância não é a mesma coisa. Se nós vamos apenas ater-nos à interpretação das palavras, com esta espécie de patrulhamento que existe sobre as palavras dela, e eu já disse que foi infeliz, particularmente na correcção [do rasgar], foi muito infeliz, ela não pode corrigir o que afirma daquela maneira."

 
Imediatamente lhe perguntou um atónito Carlos Andrade:
 
"Os jornalistas devem interpretar o que ela diz?!"
 
A resposta trouxe a afirmação mais franca mas também mais desastrada que, em muitos anos, escutei de alguém com responsabilidades dentro do sistema de suporte de vida de um líder do PPD/PSD:
 
"Os jornalistas devem interpretar a acção política. Que eu saiba, os jornalistas não fazem meras interpretações lexicais ou semânticas. Se o jornalismo, para Manuela Ferreira Leite, se reduz sempre a uma interpretação à letra das palavras dela, então vamos interpretar à letra todas as outras palavras. Acaso os jornalistas não conhecem as posições de Manuela Ferreira Leite? (...) Claro que conhecem. O que acontece é que a senhora muitas vezes exprime-se mal. Isso é um facto adquirido: exprime-se mal e, acima de tudo, quando se contradiz em declarações ou quando quer corrigir, ainda pior. Mas isso significa que as posições de Manuela Ferreira Leite são aquelas que o PS interpretou fazendo uma interpretação das suas palavras à letra?"
 
Embora não carecendo de interpretação, António Costa (o unico comentador de esquerda do programa...é por aqui que se vê a maioria de esquerda nos órgãos de comunicação social) referiu: 
 
"Em primeiro lugar dizer o seguinte: o Pacheco Pereira disse hoje aqui uma coisa absolutamente mortal para a doutora Manuela Ferreira Leite. Você desculpará, você hoje teve um momento de sinceridade que, aliás, não lhe é comum, mas que, no fundo, é dizer o seguinte: nós não podemos tomar à letra o que a doutora Manuela Ferreira Leite diz. Quando a doutora Manuela Ferreira Leite diz, nós temos de saber que ela se expressa mal e, portanto, devemos pôr logo reservas ao que estamos a ouvir que ela diz. Ora isso introduz um problema trágico: a desconfiança total relativamente àquilo que ela diz. Se há coisa que é um valor dos políticos, é os políticos serem merecedores de confiança. É chave para a sua credibilidade nós sabermos que se o político diz "A", é "A" e "B" é "B". Agora se, na sua interpretação, cada vez que a doutora Manuela Ferreira Leite disser o que quiser, nós temos de desconfiar do que ela diz, ou esperar pela sua interpretação ao que ela diga, isso é absolutamente mortal."
 
Resumiu aquilo que muitos se deveriam perguntar...excepto um certo jornalismo...que prefere o silêncio cumplice... 
 
Com estas solidariedades mortais...acho que esta não precisa de comentários do tipo de Gaia...acho que este já precebeu que se não disser nada a Ferreirinha e os seus "companheiros"...não só organizam o velório...como fazem o enterro...
 
E assim vai o abrupto...em todo o seu esplendor...e para felicidade deste país...
publicado por Sandro Pires às 02:18 | link do post | comentar | favorito
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